Censo de mercados ilícitos

CENSO MERCADOS ILÍCITOS

O Censo de Mercados Ilícitos é uma base de microdados criminais relacionados a mercados ilícitos e suas externalidades, disponibilizado como um serviço de interesse público voltado a todos que desejem acessar dados confiáveis sobre o fenômeno para atividades de pesquisa, análise e formulação ou avaliação de políticas públicas, bem como ações privadas de controle de mercados ilícitos, baseadas em evidências. O Censo foi iniciado pela região metropolitana de São Paulo, formada por 39 municípios e 22 milhões de habitantes, e será progressivamente expandido até a Tríplice Fronteira no Paraná (Foz do Iguaçu), com previsão de término para abril de 2021. Esta é a região onde circulam de 50 a 70% dos produtos ilícitos, que denominamos de Área 1. 

  • ACESSO – pelo MAPA-CENSO, um portal digital geoestatístico, com dados espacializados em nível de setor censitário (IBGE), o que permite correlação com variáveis socioeconômicas; e pelo PAINEL-CENSO, um dashboard com informações gráficas quali-quanti trabalhadas a partir da base de dados do Censo, além de correlações entre mercados ilícitos detectados e dimensões situacional e ambiental.  
  • PROCESSO INOVADOR – construímos uma base de dados única, em que captamos, tratamos e fundimos dados criminais de diferentes fontes, como secretarias de segurança pública, judiciários e sites de notícias, e de diferentes tipos penais, como contrabando, roubo, descaminho, furto, tráfico, falsificação, corrupção ou homicídio, captados junto à polícia, ao poder judiciário, aos órgãos fiscais e fontes abertas, unificados pelo mercado ilícito ao qual pertencem.
  • COMPUTAÇÃO COGNITIVA – a base de dados foi estruturada com uso de técnicas e tecnologias inovadoras de captação, tratamento e fusão de dados criminais, desenvolvida com recursos de computação cognitiva e Human-Computer Interaction (HCI) para estruturar cada ocorrência coletada conforme o método de análise multidimensional do crime (AMC), desenvolvido pela JHM Pesquisa. 
  • CRIMINOLOGIA MODERNA – o método AMC estabelece que os crimes devem ser classificados não só pelo tipo penal (dimensão jurídica e policial), mas devem ser complementados por três outras dimensões de análise provenientes da criminologia moderna: a dimensão ambiental, com a identificação do tipo de local onde o evento ocorreu, expresso no setor censitário; a dimensão situacional, em que é avaliado o nível de violência ou sofisticação empregado pelos criminosos na ação; e principalmente a dimensão econômica (mercado ilícito), na qual é precisamente identificado o produto que o criminoso buscava adquirir, transportar, vender ou proteger, motivo pelo qual o crime ocorreu.  
  • ORIENTADO A PROBLEMA – a base de dados estruturada do CENSO permite o monitoramento contínuo dos mercados ilícitos e problemas criminais, o que viabiliza o planejamento de ações de controle, permitindo ao decisor ou pesquisador identificar e priorizar mercados ilícitos mais atuantes e nocivos presentes em sua região e fornecer dados para focalizar ações de controle em setores ou atividades ilícitas mais estratégicas ou importantes.

FOMENTO INTERNACIONAL – O projeto Censo de Mercados Ilícitos – Plataforma de dados espaciais sobre comércio ilícito, crimes relacionados e dados socioeconômicos para a formulação e avaliação de políticas públicas na tríplice fronteira Brasil-Paraguai-Argentina”, é financiado pelo PMI IMPACT, uma iniciativa global da Philip Morris International (PMI) que apoia projetos dedicados ao combate ao comércio ilegal e crimes relacionados.